sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

- Está tudo bem.

Está tudo bem. É o que eu sempre digo quando algo dá errado, ou quando me decepciono com alguém. É o que eu sempre digo pra evitar o cansaço de pensar e debater sobre tal assunto que não tem fim.
Em dias como esse eu me torno cada vez mais estranha, uma incógnita, confusa.
Sei bem as coisas que gosto, os doces, salgados, os animais, e as pessoas. Só não sei como lidar...
Tenho a leve sensação de viver em um desenho animado,onde até os vilões conseguem amar. Onde não há porquês e sim fatos, onde eu procuro me afastar. Eu preciso me afastar.
Brigas. Amores não correspondidos. desconfiança. medo. sofrimento. música. cabeça confusa. vontade de sumir. sono. furo no peito.E aquele maldito que se dá o nome de coração ainda bate, mas apenas por bater, apenas pra bombear o sangue, e me deixar aqui, me deixar viver.
De tudo que passei, ouvi, falei, eu sei, não foi em vão, não é em vão. De tudo que ainda está por vir eu tenho certeza, será mais uma única fase da minha vida em que eu direi:
- Está tudo bem. Sempre está.
Mesmo lhe confundindo, eu sou assim, difícil de entender e de lidar. Havia em mim uma única força, a qual a perdi, deixei ir, sem ao menos tentar. Mas está tudo bem, uma hora ou outra passa. Tem que passar.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

UM PÁTIO, UMA MOCHILA, E ALGUÉM DE BAIXA ESTATURA.

Foi ali, naquele pátio cheio de gente em que eu o vi pela primeira vez. Algo pequeno, de pele branca e, menor que a mochila que carregava.
Corria pro nada, com apenas um sorriso. Mal saberia eu, que em menos de cinco meses me veria apaixonada por sua imagem, e que em um ano me veria boca a boca com o grande amor de minha vida.
Gaspar era assim, com um jeito meigo e com cara de criança, com um jeito bruto e um pouco frio, mas era exatamente tudo que um dia eu quis, tudo que não podia ter, tudo que não era, não é, não foi.
Às vezes me encontro com o seu fantasma. Revivo e sinto tudo o que houve, e realmente sei, mesmo com tudo que destruía aquele por quem sofria, tinha algo que me agradava, mesmo eu sabendo que não deveria, eu o amei, e sinto que é pra sempre, eu sempre o amarei. Sempre.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Só sei que nada sei (ou sei?)

Eu realmente sei bem as coisas que quero, sei que nada daquilo era real, e sim passageiro. Mas eu não me importo, agradeço por ter vivido e, acima de tudo, aprendido.

Sei bem quem são as pessoas as quais me rodeiam, e o que esperam de mim, mas eu já não me importo mais, tudo que quero eu tenho, e tudo que preciso está apenas em mim, sei bem como utilizá-lo.
Antes era de extrema importância uma certa presença, tal presença que me fortalecia, mas é incrível como as coisas se tornam monótonas e cansativas, e sinceramente, eu me cansei há tempos.

Existem coisas na vida que não ha como escapar, você se arrisca, se entrega, e na maioria das vezes se fode. Engraçado,mas por Tudo que vivi até agora, eu sabia que não estava sozinha, e pude com toda aquela força que me segurava olhar para os lados e desaparecer, mudar de rumo, de lado.
Eu realmente sei bem as coisas que quero, e não é nada daquilo que conquistei,perdeu a graça, se foi...
Deixo nas mãos de quem hoje vive daquilo que não existe. Que aproveite, curta intensamente, e não esqueça de nada, pois isso acaba, e o ontem já não existe mais, foi-se, não volta.
Aprendi que na vida tudo passa, que não adianta lamentarmos, ou algo do tipo, pois uma hora acaba, nada é pra sempre e essa história não foi diferente, acabou, já não existe mais..
E eu hoje, felizmente agradeço, pois não há mais nada que me impeça de gritar: Liberdade, enfim, liberdade!

YEAH

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lembrete ;]

Eu já não tenho mais aquela certa necessidade de você. De todas, era a mais bela, agora não passa de apenas mais uma. Eu ainda vou ver, você cairá aos poucos, e não existirá sequer um único ser capaz de te estender a mão.
As pessoas cansam, e tu sabe que abusa.
Eu não tenho o porque de sentir, só vejo... Você ainda vai perceber, sentir, sofrer.E eu farei questão de lhe dizer: Não há de que, mesmo com tudo isso, você se sairá bem, sempre saii... Só que é tudo consequência daquilo que você fez e, eu estou imesamente feliz por ver a sua queda.

Frio, não?!É... mas pergunta se ela se importaa.
Não.
E eu muito menos...

domingo, 26 de outubro de 2008

Vira-lata.

Com tudo isso eu descobri uma única coisa: Você não é o que eu esperava.Lembro-me bem daquele ano em que te conhecei. Pele branca e, menos que um metro e cinquenta. Éras assim: meiga. Mas como nem tudo é pra sempre, você se foi, nem sequer deixou rastros, mudou de rumo, lado errado. Cão sarnento, de rua, que passa de lata em lata de boca em boca...
Eu sinto, sinto muito, mas não há dor maior do que ver você sendo apenas você.


(Sei lá, às vezes nem eu entendo.)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Camila.

E então, de repente ela viu-se sozinha, sem ter pra onde ir, sem ter pra quem correr. Mas quem se importava? Ninguém... Era tarde demais para se desculpar. Tarde pra mudar aquilo que havia acabado de cometer: assassinato ao amor. A essa altura, Camila encontra-se em uma cama de hospital, esperando que a visitem, esperando receber flores daquele que acabou com a sua vida. Mal saberia ela, que jamais, jamais receberia nem sequer um bilhete e, iria pro tumulo sem um pedido de desculpas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

.

Eu não tenho um coração bondoso. Sou fria e egoísta. Tenho apenas os pés no chão e um coração em pedras.
Não é minha culpa, mas me deixaram assim. Eu não tenho culpa de ter amado aquela ou aquele que nem sei quem é.
Aconteceu, só isso.
Não me culpe. Sei que é errado o meu jeito de agir, mas é proteção.
Sei que não devo. Mas quem liga?
EU não ligo!

domingo, 12 de outubro de 2008

CAPITAL (Y)

Fogo

Capital Inicial
Composição: Dinho Ouro Preto / Bozzo Barretti


Você é tão acostumada
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador.Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Você sempre surpreende
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros;
Todos estão tentando
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolhaEu participo do seu jogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.

sábado, 11 de outubro de 2008

Çumemo, JhooW

'O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer'



(A menina que roubava livros)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Clarice e Cristina

Era inverno. Um dia frio e cinzento.
Ela sabia bem o que dizia, não era efeito da pinga, nem nada, estava sã.
Sabia também que se perguntasse aquilo que estava prestes a perguntar, poderia acabar com aquilo que nem existia... mas o fez.Respirou fundo, enrolou um pouco, olhou em seus olhos e disse, de supetão: - Me ama?!
- Não!
E então,Clarice saiu sem olhar pra trás, sem se arrepender. Foi o fim. O fim daquele inverno frio.Ela não voltou, nunca voltaria, havia tomado ali sua decisão e, seguiu, deixando pra trás apenas aquela que a amou, que nem sequer conseguiu ficar bem.Cristina ,por sua vez havia ali, naquele momento tomado o caminho errado ao perguntar o que já sabia. E agora? Chora em um canto qualquer pedindo forças pra superar e encarar a tristeza de um amor não correspondido.
Mas o bom é que passa. A vida é feita pra se viver e, nós somos obrigados a encarar, por mais que seja ridículo, ou qualquer coisa parecida...

É simples entender. Amores homossexuais sempre são platônicos, não é?!
É.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Linda ♥

Eu juro. Juro que não entendo.
É bobagem minha, eu sei, mas tenho medo.Medo de tudo, de todos, de saber.

- Não, não se maltrate por apenas ter vivido. Eu não quero te ver assim.

Eu sei que não. É tudo da minha cabeça,utopia.Mas eu não entendo, eu só queria pra mim aquilo que eu ainda não descobri.Mente distante,confusa, triste.Eu queria tanto tirar de mim aquilo que nem eu mesma sei direito dizer... é doloroso, sofrido.

- Não lamente por não ter feito, você fez o que pôde...Não se destrua, não sinta pelo os outros... Pois existem,minha menina... existem pessoas que te querem bem, que te amam, que seriam incapazes de fazer aquilo que inconscientemente ela fez.

Dói. Uma dor quase insuportável.Nas noites, nas manhãs, nas tardes, tudo o que eu penso é: Por que?!Eu sei o porque, eu sei, sei de tudo... Eu só não quero acreditar, bobagem viver de cabeça pro ar,sabendo que NADA, NADA daquilo que imagino acontecerá.Doces sonhos, não?!É incrível como você virou minha cabeça e machucou meu coração. Incrível!

Fica assim, então.Do nada, eu fui ao nada... pro nada.
Era o que eu mais queria e precisava, mas agora nada mais me importa, talvez importe... mas o que adianta? Não adianta!

- Tudo na vida passa, nada é pra sempre..Eu, sou o único que te entende, que te ouve, que sempre,sempre estarei ao seu lado. O único!Entenda, meu anjo,a vida é feita pra se viver. Sonhe, cante, sorria, chore, VIVA!
E não se arrependa, é normal errar.

Eu só queria ao menos saber, ter certeza, só isso...
Não é nada pra mim, mas quanto mais eu corro, mais me vejo perto de ti.

Eu juro. Juro que não entendo...
Não sei o que sou, não sei o que sentir. Apenas sei aquilo que não sei: Te amo?!

Amo! Mas não mais como antes. (Y)