terça-feira, 18 de novembro de 2008

UM PÁTIO, UMA MOCHILA, E ALGUÉM DE BAIXA ESTATURA.

Foi ali, naquele pátio cheio de gente em que eu o vi pela primeira vez. Algo pequeno, de pele branca e, menor que a mochila que carregava.
Corria pro nada, com apenas um sorriso. Mal saberia eu, que em menos de cinco meses me veria apaixonada por sua imagem, e que em um ano me veria boca a boca com o grande amor de minha vida.
Gaspar era assim, com um jeito meigo e com cara de criança, com um jeito bruto e um pouco frio, mas era exatamente tudo que um dia eu quis, tudo que não podia ter, tudo que não era, não é, não foi.
Às vezes me encontro com o seu fantasma. Revivo e sinto tudo o que houve, e realmente sei, mesmo com tudo que destruía aquele por quem sofria, tinha algo que me agradava, mesmo eu sabendo que não deveria, eu o amei, e sinto que é pra sempre, eu sempre o amarei. Sempre.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Só sei que nada sei (ou sei?)

Eu realmente sei bem as coisas que quero, sei que nada daquilo era real, e sim passageiro. Mas eu não me importo, agradeço por ter vivido e, acima de tudo, aprendido.

Sei bem quem são as pessoas as quais me rodeiam, e o que esperam de mim, mas eu já não me importo mais, tudo que quero eu tenho, e tudo que preciso está apenas em mim, sei bem como utilizá-lo.
Antes era de extrema importância uma certa presença, tal presença que me fortalecia, mas é incrível como as coisas se tornam monótonas e cansativas, e sinceramente, eu me cansei há tempos.

Existem coisas na vida que não ha como escapar, você se arrisca, se entrega, e na maioria das vezes se fode. Engraçado,mas por Tudo que vivi até agora, eu sabia que não estava sozinha, e pude com toda aquela força que me segurava olhar para os lados e desaparecer, mudar de rumo, de lado.
Eu realmente sei bem as coisas que quero, e não é nada daquilo que conquistei,perdeu a graça, se foi...
Deixo nas mãos de quem hoje vive daquilo que não existe. Que aproveite, curta intensamente, e não esqueça de nada, pois isso acaba, e o ontem já não existe mais, foi-se, não volta.
Aprendi que na vida tudo passa, que não adianta lamentarmos, ou algo do tipo, pois uma hora acaba, nada é pra sempre e essa história não foi diferente, acabou, já não existe mais..
E eu hoje, felizmente agradeço, pois não há mais nada que me impeça de gritar: Liberdade, enfim, liberdade!

YEAH